Brasil cria 260 mil vagas formais de emprego no melhor janeiro em 30 anos

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04/03/2021

A economia brasileira gerou 260.353 empregos com carteira assinada em janeiro deste ano, informou nesta terça-feira (16) o Ministério da Economia.

No mês retrasado, de acordo com dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), foram contratados 1.527.083 trabalhadores formais, e demitidos 1.266.730.

Esse foi o melhor resultado para janeiro de toda a série histórica, que tem início em 1992, ou seja, em 30 anos. Até então, a maior geração de empregos formais, para esse mês, havia sido registrada em 2010 (+181.419 vagas).

COMPORTAMENTO DO EMPREGO FORMAL

RESULTADO PARA MESES DE JANEIRO

O resultado positivo aconteceu apesar da pandemia de Covid-19, que tem resultado em elevação mais intensa no número de contaminações e mortes nas últimas semanas.

Com o resultado de janeiro, segundo números do Ministério da Economia, houve recuperação das perdas registradas entre março e junho, durante a primeira onda da pandemia. No período, o Brasil registrou 1,624 milhão de demissões a mais do que contratações.

De julho a janeiro, considerando também o resultado negativo em dezembro (93.726 vagas fechadas), foram abertas 1,654 milhão de vagas com carteira assinada.

Com isso, o saldo de empregos com carteira assinada na economia brasileira somou 39.623.321 em janeiro deste ano, contra 39.593.835 em fevereiro de 2020.

Setores da economia

A movimentação das vagas de emprego nos diferentes setores da economia em janeiro foi:

Saldo de empregos por setor da economia

Por região

Segundo o Ministério da Economia, as cinco regiões do país registraram mais contratações do que demissões em janeiro:

Emprego em janeiro, por região

Sem trabalhadores informais

Os dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados, divulgados nesta terça-feira, consideram apenas os trabalhadores com carteira assinada. Deste modo, não englobam os trabalhadores informais da economia.

Os números do Caged são coletados das empresas e abarcam o setor privado com carteira assinada, enquanto que os dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Continua (Pnad), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), são obtidos por meio de pesquisa domiciliar, e abrangem também o setor informal da economi